ECONOMIA – Cerca de 30% dos microempreendedores individuais no Brasil estão no Cadastro Único, segundo dados do Sebrae e do MDS, promovendo inclusão e autonomia financeira.

Quase 30% dos microempreendedores individuais (MEIs) do Brasil estão cadastrados no Cadastro Único (CadÚnico), uma plataforma de referência do governo federal destinada a integrar beneficiários de políticas sociais. Essa cifra representa um significativo total de 4,6 milhões de MEIs, entre os 16,6 milhões registrados no país. Os dados, que revelam uma realidade importante para o empreendedorismo no Brasil, são provenientes de análises do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

A pesquisa aponta que, entre os MEIs inscritos no CadÚnico, cerca de 2,6 milhões optaram por abrir um Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) após a adesão ao programa. Os outros 1,9 milhões já tinham suas empresas formalizadas antes de se registrarem no CadÚnico. Essa informação destaca como as políticas sociais atuam como catalisadores para a busca de autonomia financeira dos cidadãos.

Rodrigo Soares, presidente do Sebrae, sublinha que as iniciativas públicas fomentam o empreendedorismo no país. “No último ano, observamos uma série de indicadores positivos. O Brasil tem um potencial produtivo vasto, e os pequenos negócios desempenham um papel central nessas dinâmicas. A inclusão social, de renda e a geração de empregos estão diretamente ligadas ao fortalecimento do empreendedorismo”, afirma.

Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, destaca que a inclusão no CadÚnico oferece mais do que proteção às famílias, mas também abre portas para oportunidades de qualificação, crédito e inclusão produtiva. “Os dados revelam que a política social não é um fim em si, mas o início de um processo que permite a milhões de brasileiros empreenderem, gerarem renda e alcançarem um futuro mais digno”, diz o ministro.

Em termos demográficos, a maioria dos MEIs inscritos no CadÚnico são mulheres (55,3%) e não brancos (64%). A maioria pertence a famílias com três ou mais integrantes (51,3%) e detém, pelo menos, o Ensino Médio completo (51%). A faixa etária mais predominante se concentra entre 30 e 49 anos (53%).

O setor de serviços lidera entre as áreas de atuação dos MEIs, representando 54% do total, devido ao baixo investimento inicial exigido. O comércio ocupa a segunda posição, com 26%, seguido da indústria, que corresponde a 10%. Os defensores dessas iniciativas ressaltam que a geração de emprego e renda, aliada ao estímulo ao empreendedorismo, pode ser um caminho eficaz para a superação da pobreza. Como evidência, citam que mais de 2 milhões de famílias deixaram de depender do Programa Bolsa Família em 2025, 1,3 milhão delas devido ao aumento da renda familiar e outras 726 mil completaram o tempo de proteção previsto.

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