ECONOMIA – Brasil propõe isenção de tributos sobre combustíveis para aviação e impressiona representantes do turismo latino-americano durante a World Travel Market 2026.

No cenário atual, onde os efeitos da alta internacional dos combustíveis impactam significativamente a aviação e, consequentemente, o turismo global, o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, apresentou soluções concretas para um grupo de autoridades latino-americanas durante a World Travel Market (WTM) Latin America 2026. Este evento, considerado um dos mais importantes do setor, foi o palco escolhido para discutir a repercussão do recente conflito no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo e, por extensão, o custo das passagens aéreas.

Em suas declarações, Feliciano destacou a eliminação temporária de tributos sobre o querosene de aviação (QAV) como uma estratégia crucial para aliviar a pressão financeira sobre as companhias aéreas. Essa medida visa não apenas diminuir os custos operacionais, mas também proteger o setor turístico, que é vital para a economia de muitos países da América Latina. Segundo o ministro, a proposta já recebeu atenção internacional, especialmente por parte do representante do turismo mexicano, Miguel Rodriguez, que expressou interesse genuíno na iniciativa.

O ministro também mencionou o decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que isenta o QAV das alíquotas de PIS/Pasep e Cofins. Essa ação foi vista como uma resposta rápida e efetiva frente ao ambiente desafiador que o setor enfrenta, e Rodriguez ficou impressionado com a eficiência da medida. Ele se comprometeu a levar as diretrizes propostas para discussão em seu país, reconhecendo que tais políticas poderiam beneficiar não apenas o turismo, mas a população como um todo.

Feliciano enfatizou que a proposta de isenção fiscal não é apenas uma manobra econômica, mas um esforço para garantir que os efeitos da crise global não desestimulem o fluxo turístico entre as nações latino-americanas. Ao compartilhar a experiência brasileira, o ministro espera motivar outros países da região a adotarem medidas semelhantes, criando um ambiente coletivo mais favorável para o turismo. Essa iniciativa pode servir como exemplo para outras nações que enfrentam desafios semelhantes, demonstrando que, em tempos difíceis, a colaboração e a rápida adaptação são essenciais para a recuperação do setor.

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