A previsão de produtividade para esta safra é de 4.295 quilos por hectare. Entre as principais culturas, a soja se sobressai, com uma previsão de produção de 180,3 milhões de toneladas. Esse aumento de 8,8 milhões de toneladas em relação à safra passada é reflexo não apenas da ampliação da área plantada, mas também da adoção de tecnologias avançadas e das condições climáticas benéficas.
O milho, por outro lado, é estimado para produzir 140,5 milhões de toneladas ao somar as três safras. O ciclo de primeira safra, por exemplo, está com 87,7% da área colhida e deve resultar em 29,3 milhões de toneladas, um crescimento impressionante de 17,7% em relação à temporada de 2024/25. A produtividade também está em ascensão, projetada em 7.110 quilos por hectare, estabelecendo um marco histórico na série da Conab.
Entretanto, nem todas as culturas trazem boas notícias. No caso do algodão, a produção deve reduzir para cerca de 4 milhões de toneladas, uma queda de 2,5% em relação ao ano anterior, atribuída à diminuição da área plantada. O sorgo, por sua vez, apresenta um cenário mais otimista, com uma produção estimada em 7,62 milhões de toneladas, um aumento considerável de 24,9%.
Em relação a outras culturas, a colheita do arroz deve totalizar 11,1 milhões de toneladas, refletindo uma redução de 13,2%, e a produção de feijão deve alcanzar 3 milhões de toneladas, uma leve queda de 0,5%. Apesar das dificuldades encontradas em algumas culturas, a Conab assegura que o abastecimento do mercado interno está garantido.
Por fim, o trigo enfrenta uma perspectiva desfavorável, com uma área destinada ao plantio menor que na safra anterior. As expectativas apontam para uma produção de cerca de 6,3 milhões de toneladas ao final do ciclo, ressaltando a necessidade de atenção às flutuações no mercado agrícola e suas consequências para a produção alimentar do país.





