Embora as ameaças de tarifas americanas pairassem sobre o mercado, os investidores pareciam mais focados em um ambiente externo que favorecia o risco, ofuscando as preocupações relacionadas ao comércio. O otimismo no mercado foi impulsionado, em grande parte, pelas ações dos setores bancário e de mineração, que ajudaram a reverter cinco sessões consecutivas de perdas.
No acumulado da semana, o Ibovespa registrou um ganho de 0,24%, enquanto em 2023 a valorização totaliza 8,11%. O clima político também esteve em evidência, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva designando os ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para liderar as negociações com Washington. O governo brasileiro já manifestou que considera a proposta de tarifas americana como injusta.
No mercado de câmbio, o dólar acompanhou uma tendência global de enfraquecimento frente a outras moedas emergentes. Durante o dia, a cotação da moeda americana oscilou entre R$ 5,0003 e R$ 5,0245, fechando levemente acima do patamar de R$ 5. No acumulado do corrente ano, a moeda estadunidense enfrentou uma queda superior a 8% em relação ao real, em parte impulsionada pelo significativo fluxo de recursos destinado à bolsa brasileira e pelos juros elevados do país.
Além disso, os preços do petróleo também tiveram um dia positivo, com o barril do Brent subindo 1,07%, encerrando a US$ 96, e o WTI, do Texas, avançando 1,74%, para US$ 93,76. Os investidores estão atentos às possíveis evoluções nas conversas entre Estados Unidos e Irã, pois a incerteza nas negociações mantém as preocupações sobre a oferta da commodity em um nível elevado.





