Em uma coletiva de imprensa realizada em Brasília, Alckmin destacou a necessidade de proteger o sistema de pagamentos instantâneos, conhecido como Pix, implementado pelo Banco Central do Brasil em 2020. Ele defendeu que o Pix é um “patrimônio nacional” e uma conquista da população, que não traz custos para as empresas ou cidadãos, enfatizando que sua inclusão em qualquer negociação é desnecessária, uma vez que não prejudica ninguém.
O vice-presidente não hesitou em criticar a ação de “sabotadores” internos, que, segundo ele, colocam seus interesses eleitorais acima dos interesses do país em um momento crítico de diálogo com os Estados Unidos. Para Alckmin, esses indivíduos danificam o emprego, a renda e as empresas brasileiras, em uma clara tentativa de desestabilizar o governo.
Além disso, o vice-presidente rebateu os argumentos de Washington sobre o desequilíbrio comercial entre os dois países, afirmando que a balança comercial é amplamente favorável aos Estados Unidos. No ano passado, o Brasil alcançou um superávit de US$ 40 bilhões em relação aos produtos e serviços norte-americanos. Alckmin também apontou que a tarifa média imposta pelo Brasil sobre as importações dos EUA é de apenas 3,1%, enquanto no setor de açúcar, o Brasil enfrenta protecionismo severo, com uma sobretaxa exorbitante sobre importações.
Em relação ao desmatamento, o vice-presidente destacou os avanços do Brasil na agenda climática, mencionando a significativa redução do desmatamento recente, notadamente na Amazônia. Ele reafirmou o compromisso do Brasil de zerar o desmatamento ilegal até 2030.
Alckmin enfatizou a importância de intensificar o diálogo técnico entre os dois países, por meio de um grupo de trabalho bilateral, na esperança de reverter ou pelo menos mitigar a taxação até o prazo limite estipulado. O vice-presidente, juntamente com ministros do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e das Relações Exteriores, está programado para participar de um encontro em Paris, no âmbito do conselho ministerial da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).





