O primeiro-ministro alemão, Olaf Scholz, líder da maior economia da Europa, destacou a importância do acordo ao criar um livre mercado com mais de 700 milhões de pessoas, resultando em mais crescimento e competitividade. Pedro Sanchez, presidente da Espanha, classificou o acordo como histórico e afirmou que seu país trabalhará para garantir a aprovação dos termos pelo Conselho Europeu.
Por outro lado, a França se posicionou como opositor declarado do acordo, especialmente devido à pressão de seus agricultores. A ministra de Comércio Exterior, Sophie Primas, ressaltou a necessidade da aprovação do Conselho Europeu e do Parlamento Europeu e declarou que a França continuará a trabalhar contra a parceria com o Mercosul.
O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, manifestou sua contrariedade em relação ao acordo, assim como a França. Ainda não havendo unanimidade entre os países membros, a Polônia e a França se colocaram firmemente contra a sua entrada em vigor.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, celebrou o término das negociações como uma “vitória para a Europa”, destacando os benefícios econômicos e a importância política do acordo. Outros líderes europeus, como o presidente de Portugal e o governo da Suécia, também elogiaram o desfecho das negociações e demonstraram apoio ao acordo UE-Mercosul.
Embora o acordo tenha sido finalizado, ainda há etapas a serem cumpridas, como revisões, traduções e a ratificação interna pelos países envolvidos. A oposição de ao menos quatro dos 27 países membros da União Europeia pode impedir a sua aprovação, caso representem 35% ou mais da população do bloco.
Portanto, a celebração da conclusão das negociações entre o Mercosul e a União Europeia é acompanhada de controvérsias e desafios a serem superados antes que o acordo entre em vigor. A decisão final dependerá da aprovação dos órgãos legislativos e do consenso entre os países membros envolvidos.
