A manifestação da PGR, dirigida ao ministro Gilmar Mendes, destaca que a liberação de Monique pelo 2º Tribunal do Júri, em março deste ano, compromete a autoridade das decisões do STF. O órgão argumenta que a decisão anterior de manter Monique presa visa garantir a ordem pública e a conveniência da instrução processual. Em seus argumentos, a PGR enfatiza que o exame de excessos de prazo em processos judiciais não deve ser analisado de maneira meramente matemática. É crucial considerar fatores como a complexidade do caso e a conduta de todos os envolvidos.
A PGR ressaltar que a defesa não pode beneficiar réus acusados de crimes tão graves, especialmente quando o adiamento do julgamento foi causado por manobras da própria defesa de um co-réu. Assim, defendem que não há constrangimento ilegal, uma vez que o adiamento foi resultado de ações do advogado de Jairo Souza Santos, conhecido como Dr. Jairinho, o padrasto de Henry.
Em comentário sobre a manifestação, Leniel Borel expressou sua determinação em buscar justiça para seu filho, enfatizando a importância de não permitir retrocessos no andamento do caso. Ele afirmou que a atitude da PGR valida sua luta e que é fundamental que a memória de Henry seja tratada com seriedade e respeito.
Para contextualizar, em 23 de março, dia em que estava marcado o julgamento de Monique Medeiros e Dr. Jairinho, a juíza Elizabeth Machado Louro liberou a mãe de Henry. Essa decisão ocorreu após a defesa de Jairinho solicitar o adiamento do júri, alegando falta de acesso a provas. Após o abandono do plenário por parte da defesa, o julgamento foi adiado para 25 de maio, culminando na soltura de Monique, que, segundo a juíza, teria sido prejudicada pelo adiamento. A questão agora segue na análise do STF, com as expectativas voltadas para o desfecho desse trágico caso, que abalou a sociedade e levantou questionamentos sobre a justiça e a proteção das crianças.
