Em meio às reflexões do Dia Internacional da Dignidade Menstrual, celebrado no dia 28 de maio, o Unicef destaca a persistência da pobreza menstrual no Brasil. Segundo Gabriela Monteiro, oficial de participação do Unicef no Brasil, a carência destes recursos afeta negativamente parte das pessoas que menstruam no país, mantendo ciclos transgeracionais de iniquidades. A pesquisa também revelou que seis em cada dez participantes já deixaram de frequentar a escola ou o trabalho por causa da menstruação, enquanto 86% evitaram atividades físicas devido ao mesmo motivo.
Além disso, a menstruação ainda é um assunto cercado por tabus, escassez de dados e desinformação. Cerca de 77% dos participantes relataram constrangimento em escolas ou locais públicos por menstruarem, sendo que quase metade nunca teve aulas ou palestras sobre o tema. Ramona Azevedo, analista de comunicação na Viração Educomunicação, destacou a importância de desmistificar a menstruação e criar um ambiente acolhedor para as pessoas que menstruam.
Diante deste cenário, o Unicef vem promovendo estratégias para garantir o acesso à água, saneamento e higiene, incluindo a instalação de estações de lavagens de mãos em escolas, apoio ao desenvolvimento de habilidades para a vida, empoderamento de meninas e saúde menstrual, bem como a distribuição de kits de higiene. O objetivo é combater os desafios impostos pela pobreza menstrual e promover a dignidade menstrual para empoderar as atuais e futuras gerações.
Por fim, é importante ressaltar que a enquete realizada não possui rigor metodológico, sendo uma consulta rápida por meio de redes sociais a adolescentes e jovens cadastrados na plataforma U-Report. Os resultados não podem ser generalizados para a população brasileira como um todo, mas contribuem para a reflexão e conscientização sobre a importância de garantir o direito à dignidade menstrual.





