Nos primeiros quatro meses de 2026, mais 1.108 jovens foram libertados de situações de trabalho infantil. A análise dos casos identificados demonstra que mais de 70% das crianças e adolescentes afastados estavam envolvidos em atividades que apresentam riscos graves à saúde e à segurança, além de comprometerem a moralidade e o desenvolvimento psicológico da infância.
As ações de fiscalização focaram em setores onde o uso de mão de obra infantil é historicamente mais prevalente, como no comércio varejista, serviços ambulantes de alimentação, restaurantes, lanchonetes, supermercados e oficinas mecânicas, além de algumas ramificações da indústria. Tais áreas têm se mostrado vulneráveis à exploração de crianças e adolescentes.
Em termos regionais, os estados que se destacaram em número de afastamentos em 2025 incluem Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Bahia e Rio de Janeiro. No início de 2026, as mesmas regiões continuam a registrar altos índices, reiterando a necessidade de um olhar atento sobre essas localidades.
Roberto Padilha Guimarães, coordenador de Erradicação e Fiscalização do Trabalho Infantil da Secretaria de Inspeção do Trabalho, ressaltou a importância das atividades de inspeção como um instrumento fundamental no combate a essa questão, contribuindo para a proteção dos direitos dos menores em todo o país.
Para facilitar a denúncia de casos de trabalho infantil, o MTE disponibiliza o Sistema Ipê Trabalho Infantil, um canal exclusivo que pode ser acessado online. Essa ferramenta é um passo importante na mobilização da sociedade e na luta contra essa grave violação dos direitos humanos.





