Após o encontro, Lula compartilhou uma foto com o grupo indígena em suas redes sociais, acompanhada da seguinte mensagem: “Ao lado dos ministros Sonia Guajajara, Marcio Macedo, Paulo Pimenta e da presidenta da Funai, Joenia Wapichana, recebi uma comitiva de lideranças Guarani-Kaiowá para tratar do conflito no Mato Grosso do Sul, que se intensificou nos últimos dias.” Além disso, o grupo indígena reiterou a necessidade de desmobilizar um acampamento ocupado por ruralistas, alegadamente responsáveis pelos atos de violência, garantindo maior segurança na região e avançando com a homologação da TI.
Em uma medida de maior visibilidade, 45 representantes dos povos Guarani e Guarani-Kaiowá realizaram um ato na última quinta-feira (8), diante do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), clamando pelo fim do que denominaram “massacre em curso” na TI Panambi-Lagoa Rica. O protesto levou a reuniões com o secretário Nacional de Segurança Pública, Mario Luiz Sarrubbo, e com a secretária nacional de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho, no Palácio da Justiça.
Durante estas reuniões, foram anunciadas medidas para aumentar a segurança na região, incluindo o reforço do efetivo da Força Nacional e a criação de uma sala de situação dedicada às demandas do território. Sheila de Carvalho ressaltou: “A nossa intenção é acompanhar de forma constante as políticas de proteção e segurança pública no território e dar celeridade para as nossas respostas, além de analisar todas as denúncias que chegarem pelos atores locais.”
Em comunicado, o MJSP informou que o documento que identifica a área como de ocupação tradicional indígena permanece válido, entretanto, o processo de demarcação está atualmente suspenso por ordem judicial. A Terra Indígena Panambi-Lagoa Rica, com superfície aproximada de 12.196 hectares e perímetro de cerca de 63 km, teve seus limites estabelecidos pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) em 2011.
Esta visita à Brasília acentua a urgência e a complexidade dos conflitos fundiários na região, que continuam a desafiar tanto as comunidades indígenas quanto as autoridades governamentais em suas tentativas de encontrar uma solução justa e sustentável.





