DIREITOS HUMANOS – João Roberto Ripper Inaugura Exposição de 50 Anos de Fotografia em Defesa dos Direitos Humanos na Galeria a Céu Aberto da Fiocruz

Com uma carreira que se estende por cinco décadas, João Roberto Ripper, um dos mais renomados fotógrafos humanistas do Brasil, inaugurou na última segunda-feira, 15 de outubro, a exposição gratuita intitulada Humanidades. Esta mostra, que apresenta 20 fotografias centradas nos direitos humanos, marca a abertura da Galeria a Céu Aberto, situada no gramado lateral da Biblioteca de Manguinhos, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

As obras de Ripper, que têm um olhar sensível sobre as populações mais vulneráveis, refletem momentos cruciais de sua trajetória. O fotógrafo, atualmente com 76 anos, expressou sua satisfação com a criação da nova galeria, ressaltando seu papel como um espaço de diálogo e reflexão sobre humanidades e direitos humanos. Ele destacou a importância de proporcionar um ambiente onde outros fotógrafos possam exibir seus trabalhos. “É essencial criar espaços para que essas vozes sejam ouvidas e para que esse material chegue a organizações que atuam na defesa dos direitos humanos”, afirmou Ripper.

Dante Gastaldoni, fotógrafo e curador da exposição, enfatizou que a seleção das 20 fotografias visa mergulhar na essência do trabalho de Ripper, focando particularmente na conexão afetiva entre o fotógrafo e seus retratados. “Essa coleção representa um tributo ao amor e à solidariedade, revelando o afeto que transborda das imagens de Ripper”, destacou Dante, reforçando a proposta de que cada imagem é um testemunho do vínculo humano.

A concepção da Galeria a Céu Aberto foi inspirada por uma experiência do professor Rodrigo Murtinho, que também atua no Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde do Icict/Fiocruz. Durante uma viagem a Montevidéu, no Uruguai, em 2018, ele se deparou com uma exposição sobre refugiados em um espaço semelhante, que o motivou a idealizar um projeto similar no Brasil. Ele observou: “Não poderia haver escolha melhor do que João Roberto Ripper para inaugurar esta galeria. Sua longa dedicação aos direitos humanos se alinha plenamente com a missão da Fiocruz de promover saúde e cidadania.”

Além das obras expostas, essas fotografias fazem parte do Acervo João Roberto Ripper, que integra iniciativas de Acesso Aberto da Fiocruz. Esse projeto visa à conservação e divulgação do trabalho do célebre fotodocumentarista, contendo mais de 180 mil fotogramas em película, atualmente em processo de digitalização e catalogação. A exposição, portanto, não apenas celebra a obra de Ripper, mas também convida a sociedade a refletir sobre a importância dos direitos humanos em todas as suas dimensões.

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