Cuba Celebra Marcha do Regimento Imortal em Homenagem aos Povos da URSS e Reforço de Laços Históricos entre Nações.

Em um tributo à história e à resiliência, a Marcha do Regimento Imortal foi realizada em Havana, Cuba, reunindo cerca de 300 participantes na emblemática Quinta Avenida. Este evento, que ocorre anualmente no dia 9 de maio, celebra a vitória da União Soviética na Grande Guerra Patriótica, homenageando os muitos que perderam suas vidas durante esse conflito devastador.

A marcha atraiu pessoas de diversas origens, incluindo membros do corpo diplomático, representantes da comunidade russa local, estudantes e professores do Instituto Superior de Relações Internacionais Raúl Roa García, bem como ex-alunos de universidades da antiga URSS. Os participantes exibiram com orgulho cartazes e bandeiras, refletindo a profunda ligação entre Cuba e o legado da União Soviética.

Daria Kovaleva, uma cidadã russa residente em Cuba há 11 anos, expressou a importância dessa data para sua família. Ela compartilhou a história de seu bisavô, um soldado que morreu em 1944, enfatizando a dor de perder um ente querido em um conflito e a necessidade de transmitir essas narrativas às gerações futuras. Kovaleva destacou o valor de lembrar e honrar aqueles que lutaram, pois suas experiências forjam uma conexão emocional vital com a história.

O embaixador da Rússia em Havana, Viktor Koronelli, também ressaltou a importância da celebração, chamando-a de “sagrada” e essencial na luta contra o resurgimento de ideologias nefastas como o neofascismo. Ele se pronunciou sobre a resistência contínua da Rússia frente a sanções e desafios, reconhecendo a luta compartilhada entre Cuba e a Rússia.

Oscar Julián Villar Barroso, historiador, reforçou a significância deste evento ao mencionar a ancestralidade comum que existe entre cubanos e russos nas lutas pela liberdade e independência. Ele destacou que a Marcha do Regimento Imortal não apenas presta homenagem aos que caíram, mas também fortalece os laços entre as duas nações.

O sentimento de unidade foi palpável, especialmente entre as gerações mais jovens. O bebê de cinco meses, José Ignacio, e sua mãe, a engenheira civil Elena Valladares, simbolizam essa transmissão de legado, com a mãe enfatizando a importância de ensinar ao filho sobre a paz e as lições do passado.

Essa marcha é mais do que uma simples comemoração; ela representa um ponto de encontro entre o respeito pela memória histórica e a continuidade da luta por justiça e liberdade. É um lembrete poderoso de que as lições do passado moldam o presente e o futuro, fortalecendo os laços entre Cuba e a Rússia em um mundo cada vez mais polarizado.

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