Surto de hantavírus em cruzeiro leva Espanha a adotar rigoroso protocolo de segurança para repatriação de passageiros e tripulantes nas Ilhas Canárias

Em um cenário preocupante, as autoridades espanholas estão se mobilizando para atender os passageiros e tripulantes de um cruzeiro que enfrenta um surto de hantavírus a caminho das Ilhas Canárias. A embarcação, que transporta mais de 140 pessoas, está prevista para desembarcar na ilha de Tenerife neste domingo, dia 10. Uma operação complexa está sendo planejada, envolvendo protocolos de segurança rigorosos para garantir a saúde pública.

Virginia Barcones, responsável pelos serviços de emergência na Espanha, destacou que os passageiros serão realocados para uma “área completamente isolada e cercada” ao desembarcarem. Para os cidadãos americanos e britânicos a bordo, já foram organizados voos de repatriação, permitindo que retornem a seus países de origem de forma segura.

Três mortes foram registradas desde o início do surto, e cinco outros passageiros tiveram testes positivos para hantavírus. No entanto, a operadora do cruzeiro, Oceanwide Expeditions, assegurou que atualmente não há indivíduos no navio apresentando sintomas da doença. Em uma declaração da Organização Mundial da Saúde (OMS), o risco de uma disseminação ampla do hantavírus foi considerado baixo. Um teste recente em uma comissária de bordo que teve contato com uma passageira infectada voltou negativo, aliviando algumas preocupações.

O hantavírus, que tipicamente se espalha por meio da inalação de partículas contaminadas por fezes de roedores, raramente é transmitido entre humanos. Contudo, a variante Andes, que está associada a este surto, pode, em casos isolados, ser transmitida de pessoa para pessoa. Os sintomas geralmente emergem entre uma e oito semanas após a exposição ao vírus.

Enquanto isso, os passageiros a bordo tentam manter uma rotina normal, participando de atividades como palestras e observação da paisagem, sempre respeitando as orientações de distanciamento social. A apreensão cresce entre eles sobre como serão recebidos ao chegarem na Espanha. Alguns expressaram medo da estigmatização, destacando que são “pessoas normais” que não deveriam ser tratadas como portadoras de um vírus temido.

Além disso, as autoridades de saúde em várias partes do mundo estão monitorando contatos de passageiros que desembarcaram antes da confirmação do surto, enquanto investigações em outros países, incluindo Holanda e Reino Unido, continuam a identificar casos suspeitos.

O governo dos Estados Unidos também se prepara para repatriar cerca de 17 cidadãos que ainda estão a bordo do barco, os quais serão colocados em quarentena em uma unidade especializada em Nebraska. Essas medidas visam garantir que a situação seja controlada sem maiores consequências para a população em geral.

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