Com suas impressionantes dimensões, quase 333 metros de comprimento — o que equivale a mais de três campos de futebol — e uma altura de 20 metros acima do nível do mar, o Nimitz se assemelha a um verdadeiro arranha-céu flutuante. No seu convés, em vez de áreas de lazer, estão estacionados caças F-18 e lançadores de sistemas de defesa antiaérea, refletindo o poder bélico que a embarcação representa.
Uma equipe de jornalistas teve a oportunidade de acompanhar, a convite da Secretaria Naval de Segurança Nuclear e Qualidade, um teste de radioatividade da água nas imediações do porta-aviões. Utilizando uma lancha da Marinha do Brasil, a reportagem se aproximou a menos de 50 metros da embarcação, que, lançado em 1975, é atualmente o porta-aviões mais antigo ainda em operação no mundo.
O Nimitz impressiona não apenas pela sua grandiosidade, mas também por seus números. Com um deslocamento de 100 mil toneladas, a embarcação se destaca em meio a outras embarcações que normalmente circulam pela região, como rebocadores e escunas, que parecem pequenas em comparação ao gigante flutuante. Originalmente projetado para operar sem necessidade de atracação por até 20 anos, o navio é capaz de acomodar até 6 mil tripulantes — na atual missão, cerca de 5 mil marinheiros estão a bordo. Seu convés, que abrange mais de 25 mil metros quadrados, pode comportar de 80 a 90 aeronaves de combate, alcançando até 130 caças, com decolagens programadas a cada 20 segundos.
Apesar de sua impressionante capacidade bélica, o USS Nimitz chegou ao Brasil com uma mensagem pacífica. Durante sua estadia, marinheiros americanos são frequentemente vistos acenando para seus colegas brasileiros, simbolizando o clima amigável e de cooperação que permeia esta importante visita.
