Couto exonera mais 93 servidores no Rio e avança reformulação administrativa após 544 demissões em meio a crise institucional no estado.

Na noite da última sexta-feira, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) e governador em exercício do estado, Ricardo Couto, anunciou a exoneração de 93 servidores através de uma edição extraordinária do Diário Oficial. Essa decisão afeta colaboradores vinculados à Secretaria estadual de Governo e à Casa Civil. De acordo com investigações de veículos de comunicação, a lista inclui funcionários que tentaram obter cargos de vereador em cidades do interior fluminense, mas não conseguiram ser eleitos, resultando em sua realocação em funções distantes de suas residências. Com essa nova leva de desligamentos, o total de servidores exonerados desde o início da reformulação administrativa chega a 544.

Essas ações estão inseridas em um processo mais amplo promovido por Couto que visa reestruturar o governo. Tal reestruturação busca remover a base política deixada pelo ex-governador Cláudio Castro e construir uma nova plataforma de poder em um momento de crise institucional. Na última terça-feira, um decreto foi emitido determinando auditorias em todas as secretarias e entidades da administração pública, incluindo estatais, como parte dessa reforma.

Além das exonerações, Couto extirpou três subsecretarias da Casa Civil — Projetos Especiais, Gastronomia, e Ações Comunitárias e Empreendedorismo — como parte de uma reorganização administrativa que não implicará aumento de despesas. Esses setores estavam sob a responsabilidade de subsecretários investigados e somavam mais de 380 funcionários.

Até agora, cerca de 500 servidores comissionados, nomeados pela administração anterior, foram desligados. O processo de reavaliação continua. Recentemente, em outro movimento administrativo, o presidente da Cedae foi substituído, com a saída de Antonio Carlos dos Santos da diretoria administrativa e financeira da estatal já confirmada.

Além disso, Couto alterou a presidência do Rioprevidência, nomeando Felipe Derbli de Carvalho Baptista, que veio da Procuradoria-Geral do Estado, para substituir Nicolau Cardoso. Com o objetivo de “racionalizar as despesas públicas” e adequar a administração ao real cenário orçamentário, um decreto também estipulou que contratos e licitações emergenciais dependerão de autorização específica da Secretaria da Casa Civil, com avaliação posterior do governador para decisão final.

Ainda, o Departamento de Estradas de Rodagem do Rio (DER) anunciou, em dias recentes, novas contratações que somam cerca de R$ 418,5 milhões. Entretanto, seis dessas contratações foram feitas sem licitação, classificadas como emergenciais, relacionadas a intervenções em estradas estaduais e projetos de pavimentação. Essas movimentações, embora significativas, receberam menos transparência, já que as secretarias de Cidades e de Infraestrutura não forneceram detalhes sobre contratos e licitações em andamento. Tal cenário revela a complexidade e os desafios que o governo enfrenta nesse momento de revisão administrativa.

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