Essas ações estão inseridas em um processo mais amplo promovido por Couto que visa reestruturar o governo. Tal reestruturação busca remover a base política deixada pelo ex-governador Cláudio Castro e construir uma nova plataforma de poder em um momento de crise institucional. Na última terça-feira, um decreto foi emitido determinando auditorias em todas as secretarias e entidades da administração pública, incluindo estatais, como parte dessa reforma.
Além das exonerações, Couto extirpou três subsecretarias da Casa Civil — Projetos Especiais, Gastronomia, e Ações Comunitárias e Empreendedorismo — como parte de uma reorganização administrativa que não implicará aumento de despesas. Esses setores estavam sob a responsabilidade de subsecretários investigados e somavam mais de 380 funcionários.
Até agora, cerca de 500 servidores comissionados, nomeados pela administração anterior, foram desligados. O processo de reavaliação continua. Recentemente, em outro movimento administrativo, o presidente da Cedae foi substituído, com a saída de Antonio Carlos dos Santos da diretoria administrativa e financeira da estatal já confirmada.
Além disso, Couto alterou a presidência do Rioprevidência, nomeando Felipe Derbli de Carvalho Baptista, que veio da Procuradoria-Geral do Estado, para substituir Nicolau Cardoso. Com o objetivo de “racionalizar as despesas públicas” e adequar a administração ao real cenário orçamentário, um decreto também estipulou que contratos e licitações emergenciais dependerão de autorização específica da Secretaria da Casa Civil, com avaliação posterior do governador para decisão final.
Ainda, o Departamento de Estradas de Rodagem do Rio (DER) anunciou, em dias recentes, novas contratações que somam cerca de R$ 418,5 milhões. Entretanto, seis dessas contratações foram feitas sem licitação, classificadas como emergenciais, relacionadas a intervenções em estradas estaduais e projetos de pavimentação. Essas movimentações, embora significativas, receberam menos transparência, já que as secretarias de Cidades e de Infraestrutura não forneceram detalhes sobre contratos e licitações em andamento. Tal cenário revela a complexidade e os desafios que o governo enfrenta nesse momento de revisão administrativa.







