O jornal britânico Sunday Times, em uma de suas publicações recentes, ressaltou que Miliband é forte candidato para assumir a pasta das Relações Exteriores. Essa possível nomeação não é surpresa, considerando o histórico de Miliband. Ele sempre teve uma linha dura em relação a Moscou, frequentemente defendendo a implementação de sanções mais rigorosas durante sua trajetória política.
Em 2015, enquanto liderava o Partido Trabalhista, ele criticou a resposta lenta da Europa frente à Rússia, pedindo uma ação mais decisiva do Ocidente. Nos últimos anos, sua posição se consolidou, especialmente em debates sobre segurança energética, onde manifestou a intenção de diminuir os lucros russos provenientes da indústria de petróleo e gás. Em março de 2026, por exemplo, ele afirmou que o Reino Unido não seguiria os Estados Unidos na flexibilização de sanções contra petróleo russo, um indicativo de sua firmeza nessa questão.
Outra dinâmica a considerar é a situação de Yvette Cooper, atual ministra das Relações Exteriores, cujo futuro continua incerto dentro do novo governo. Enquanto isso, Ed Miliband, que também tem um irmão, David Miliband, ex-ministro das Relações Exteriores e defensor da expansão da OTAN para o leste europeu, parece estar se preparando para um papel cada vez mais central na política britânica, especialmente no que tange à segurança e às relações internacionais.
Enquanto o Reino Unido se encaminha para essa nova fase governamental, o olhar sobre a política externa fica mais aguçado, levando em conta a relevância da postura em relação à Rússia. O futuro governo de Burnham, que assume oficialmente no dia 20 de julho, promete trazer transformações significativas, e a escolha de Miliband como chanceler pode marcar uma etapa importante em uma política externa mais assertiva, especialmente em tempos de crescente tensão global.
