Lula evita falar sobre eleições em agenda de saúde no RJ, mas tema se torna central entre políticos e autoridades presentes.

Na última sexta-feira, 17 de julho de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), localizado na região portuária do Rio de Janeiro, onde participou de duas agendas voltadas à saúde. A presença de diversas autoridades gerou um ambiente onde, mesmo sem abordar diretamente as eleições, o tema se tornou inevitável nas falas dos participantes.

Lula iniciou sua fala elogiando o governador interino, desembargador Ricardo Couto, que assumiu o cargo após a renúncia de Cláudio Castro. O presidente destacou o compromisso de Couto com o Estado, afirmando que sua entrega à função é valorizada pela população. Durante sua fala, Lula enfatizou a necessidade de um governo que tenha a confiança do povo, o que ele acredita que o interino representará.

Ricardo Couto, por sua vez, também abordou indiretamente o cenário eleitoral, fazendo um apelo a todos os cidadãos para que exerçam sua responsabilidade ao votar. Ele destacou a importância de se observar o que realmente deseja para o futuro do Brasil, ressaltando que cada voto tem o poder de influenciar a trajetória do país.

O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, optou por um tom mais crítico, condenando o governo anterior, liderado por Jair Bolsonaro, e a suposta negligência em relação ao Sistema Único de Saúde (SUS) durante seu mandato. Para Cavaliere, a gestão anterior não apenas desconsiderou a importância do SUS, mas também comprometeu a saúde pública no estado.

O evento, além de discutir a política de saúde, destacou um avanço significativo na operação do INTO. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a unidade finalmente atingirá 100% de sua capacidade operacional, incluindo a introdução de cirurgias robóticas. Os novos equipamentos, já adquiridos na China, permitirão um aumento exponencial nos procedimentos realizados, passando de cerca de 400 cirurgias mensais para mais de 1.100.

Padilha enfatizou a transformação que isso representa para o SUS e a importância de equipar adequadamente as instituições de saúde do país. Essa agenda de saúde, portanto, além de abordar questões fundamentais para o sistema, também serviu como um pano de fundo para a intersecção entre saúde e política no Rio de Janeiro, onde as eleições se tornaram um tópico central, mesmo que não oficialmente reconhecido.

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