O presidente da Câmara destacou que o Palácio do Planalto havia sinalizado a intenção de retirar a urgência, contudo, até aquele momento, não havia recebido a confirmação oficial desse pedido. Ele enfatizou a importância de desobstruir a pauta de votações e expressou seu desejo de levar adiante o mesmo texto que foi aprovado anteriormente na Proposta de Emenda à Constituição (PEC), permitindo assim que a matéria seja encaminhada ao Senado.
Além do projeto de regulamentação da jornada de trabalho, Motta também mencionou a necessidade de avançar em outras propostas legislativas significativas, como aquelas que tratam da regulamentação da inteligência artificial, a criminalização da misoginia e iniciativas que buscam aumentar a receita dos microempreendedores individuais (MEIs).
“Estamos aqui prontos para cumprir nosso papel. Se forem necessários novos formatos para que o texto siga adiante, estamos abertos a isso, uma vez que devemos priorizar a votação de matérias que são fundamentais para o país”, afirmou Motta, evidenciando sua disposição em viabilizar a tramitação e aprovação das propostas.
Em um momento em que a pressão sobre o Congresso Nacional aumenta, Motta também foi indagado sobre investigações relacionadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, que supostamente teria pago diárias ao parlamentar durante um evento em Lisboa em 2024. O presidente respondeu com serenidade e reafirmou sua confiança nos órgãos de fiscalização, ressaltando seu compromisso com a transparência e a responsabilidade na condução dos trabalhos legislativos. “Acredito que as investigações devem ocorrer de maneira imparcial e transparente,” declarou.
Com a abertura da pauta, as próximas horas prometem ser decisivas para o cenário legislativo brasileiro, refletindo a intensidade das discussões em torno de temas relevantes para o futuro do trabalho e da sociedade.
