Duda Ramos destaca a significância da recente interligação de Roraima ao SIN, concluída em 2025, como um marco na política energética do estado. Historicamente, Roraima foi a única unidade da federação a operar de forma isolada, dependendo de termelétricas alimentadas por óleo, o que resultava em custos elevados e um fornecimento de energia inconsistente. Para o deputado, a interligação é um passo importante para melhorar a confiabilidade no fornecimento de energia, e o projeto pretende maximizar os benefícios dessa conexão.
Ele alerta, no entanto, que a mera conexão ao SIN não é suficiente para assegurar melhorias na qualidade e continuidade do abastecimento energético. Para isso, a proposta estabelece que a energia elétrica é uma infraestrutura fundamental para serviços básicos, como saúde e educação, e de crescimento regional. Com isso, o projeto define uma série de objetivos, que incluem garantir a continuidade do fornecimento, reduzir interrupções e oscilações, aumentar a resiliência em locais remotos e promover soluções energéticas limpas e descentralizadas.
Além das diretrizes gerais, o projeto institui o Plano de Resiliência Energética para Localidades Remotas, que inclui a implementação de sistemas de geração de energia solar, armazenamento e outras soluções adaptadas à realidade local. A governança dessas ações estará sob a responsabilidade do governo federal, em colaboração com o governo estadual e outras entidades relevantes, incluindo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
O próximo passo na tramitação do projeto é sua análise por comissões específicas, incluindo as de Minas e Energia, Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que se torne lei, o projeto precisará ser aprovado tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado. Essa proposta representa um avanço significativo na busca por um fornecimento energético mais confiável e acessível para a população de Roraima, marcada por um histórico de desafios na área.
