CAMARA DOS DEPUTADOS – Psicólogos poderão deduzir atendimentos gratuitos a profissionais da saúde e segurança pública do Imposto de Renda com nova proposta legislativa.

O Projeto de Lei 1133/26, de autoria do deputado Lucas Abrahao, visa permitir que psicólogos deduzam do Imposto de Renda os gastos com atendimentos gratuitos realizados a profissionais da segurança pública, saúde e educação pertencentes à rede pública. Com o intuito de criar a Política Nacional de Atendimento Psicológico Voluntário, a proposta busca ampliar o acesso a serviços de saúde mental e atuar de forma preventiva contra condições como depressão e síndrome de burnout, que são frequentemente observadas em profissões marcadas por altos níveis de estresse.

Os atendimentos podem ser realizados presencialmente ou por meio remoto, desde que os psicólogos estejam devidamente registrados em seus conselhos de classe. Essa medida é vista como uma resposta à escassez de profissionais especializados disponíveis ao trabalhador dessa área, que muitas vezes carece de suporte psicológico adequado para enfrentar a pressão iminente de suas ocupações.

Para assegurar que as ações sejam transparentes e monitoráveis, o governo federal desenvolverá um sistema eletrônico destinado à validação e registro dos atendimentos realizados. O projeto ainda detalha que o valor da dedução por hora e os limites anuais de incentivo serão especificados por regulamento, em conformidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal, respeitando as metas fiscais estabelecidas.

De acordo com Lucas Abrahao, a proposta representa uma união entre responsabilidade social e prudência fiscal. Ele acredita que o modelo apresentado é capaz de equilibrar dois elementos essenciais na elaboração de políticas públicas efetivas: o engajamento da sociedade civil e a responsabilidade em relação ao uso dos recursos públicos.

Atualmente, o projeto está em fase de tramitação e será analisado pelas comissões de Saúde, Finanças e Tributação, além de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que se torne lei, o texto necessita ser aprovado tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado. A sensibilidade da questão da saúde mental no ambiente de trabalho e a urgência ao fornecer apoio psicológico a essas categorias profissionais são aspectos que poderão influenciar o desenrolar dessa proposta nos próximos debates legislativos.

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