CAMARA DOS DEPUTADOS – “Projeto de Lei Propõe Pensão Provisória a Vítimas de Violência Doméstica e Modifica Lei Maria da Penha em Favor das Mulheres”

O Projeto de Lei 207/26, que visa garantir proteção financeira às mulheres vítimas de violência doméstica e tentativas de feminicídio, está em análise na Câmara dos Deputados. A proposta, de autoria do deputado Thiago Flores (União-RO), estabelece que os agressores sejam obrigados a pagar uma pensão provisória mensal às vítimas, representando um passo importante no fortalecimento das medidas protetivas.

A iniciativa altera a Lei Maria da Penha, introduzindo a pensão como uma medida de urgência que pode ser estipulada pelo juiz, mediante solicitação da mulher afetada. O valor da pensão será determinado com base nas necessidades financeiras da vítima e nas condições do agressor, reconhecendo que a dependência econômica muitas vezes impede que mulheres deixem relacionamentos abusivos.

A proposta não se limita à concessão da pensão. Ela também prevê a adoção de medidas cautelares, como o bloqueio imediato de contas bancárias e a restrição sobre bens do agressor. Caso o feminicídio se concretize, ações adicionais devem ser tomadas para garantir o sustento dos dependentes da vítima, além de garantir recursos para políticas públicas de apoio às mulheres que enfrentam situações de violência.

Outro aspecto relevante do projeto é a destinação de bens apreendidos dos agressores. Após uma condenação definitiva, esses bens poderão ser leiloados e os fundos arrecadados serão divididos entre a manutenção de casas de acolhimento e a oferta de suporte psicológico, social e jurídico para as vítimas.

O deputado Thiago Flores defende que a medida é essencial para responsabilizar os agressores pelos custos sociais da violência e promover a sobrevivência das vítimas. Ele enfatiza a urgência de se implementar tais ações, apontando que, sem apoio financeiro, muitas mulheres permanecem em ciclos de violência.

Em termos de tramitação, a proposta será analisada com caráter conclusivo pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher, Constituição e Justiça, e Cidadania. Para que a proposta se torne lei, ela precisa ser aprovada tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado, representando um avanço significativo no tratamento legal da violência contra a mulher no Brasil.

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