A iniciativa visa alterar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), buscando atualizar as regras de proteção integral em face das novas tecnologias e garantir a prevenção da exploração infantil. A legislação existente já requer a autorização judicial para a participação de menores em atividades artísticas e culturais, e a proposta pretende extensivamente incluir as interações digitais nesta regulação, sem, no entanto, impor novas obrigações às partes envolvidas.
O autor da proposta, deputado Raimundo Santos (PSD-PA), justifica a necessidade do projeto ao ressaltar que, embora muitas dessas atividades possam parecer inofensivas ou de lazer, elas frequentemente possuem um caráter econômico que se assemelha ao trabalho artístico. Preocupações quanto à exploração das imagens de crianças e adolescentes aparecem de forma recorrente. Santos menciona riscos como o impacto negativo na educação, a violação da privacidade, a exploração financeira indevida e os possíveis danos ao desenvolvimento físico, psicológico e social dos jovens.
O projeto seguirá um rito de tramitação caracterizado por ser conclusivo, o que significa que será analisado por comissões específicas, incluindo a de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família, além da de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que a proposta se torne lei, será necessário obter a aprovação tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado.
Esse movimento legislativo reflete uma crescente preocupação em proteger os direitos da criança e do adolescente em um mundo cada vez mais digital, onde a linha entre o entretenimento e a exploração pode se tornar tênue. Assim, a discussão em torno do projeto destaca a necessidade de um olhar atento para as novas dinâmicas sociais e os riscos associados ao envolvimento de menores nas plataformas digitais.





