A Unind se propõe a oferecer um ambiente educacional que valorize não apenas a formação acadêmica, mas também a pesquisa e a extensão universitária voltadas para a realidade e as necessidades dos povos originários. Entre os objetivos da nova universidade, destaca-se a valorização dos saberes tradicionais indígenas e a promoção da sustentabilidade socioambiental. A norma também visa a preservação das culturas, histórias e línguas dos diversos grupos indígenas brasileiros e da América Latina.
Outro aspecto relevante da legislação é que a universidade poderá adotar processos seletivos próprios, com critérios específicos que asseguram que um percentual mínimo de vagas seja destinado a candidatos indígenas. Essa prática será aplicada também para concursos públicos voltados ao quadro efetivo da Unind, reforçando a inclusão e a representatividade dos povos indígenas na instituição.
Além disso, a lei determina que os cargos de reitor e vice-reitor sejam ocupados por docentes indígenas, garantindo uma liderança que reflita a diversidade cultural da comunidade acadêmica. Durante o período de estruturação da universidade, o Ministério da Educação ficará responsável pela nomeação temporária de dirigentes.
A criação da Unind é fruto do Projeto de Lei 6132/25, apresentado pelo Poder Executivo e que recebeu aprovação tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado ainda neste ano. A iniciativa representa um passo significativo na promoção da educação inclusiva e na valorização da diversidade étnica, oferecendo oportunidades de formação acadêmica de qualidade para os povos indígenas, e provocando reflexões sobre a relação entre educação e identidade cultural no Brasil.
