CAMARA DOS DEPUTADOS – José Guimarães: Governo avança com novas medidas de ajuste fiscal para votação no Congresso até o final do ano.

O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), declarou em entrevista coletiva realizada hoje, dia 28 de novembro de 2024, que o Congresso está prestes a votar os projetos que compõem as novas medidas de ajuste fiscal propostas pelo governo. Segundo Guimarães, as medidas visam atender as necessidades do povo brasileiro e não apenas agradar o mercado financeiro.

“Não governamos para o mercado, mas para o povo brasileiro, olhando para todos, o de baixo, o do meio e o de cima, porque é disso que o Brasil precisa. É essa reconstrução que estamos fazendo. E vamos votar, até o final do ano, essas medidas aqui na Câmara dos Deputados”, afirmou José Guimarães.

As medidas anunciadas pelo governo têm o potencial de economizar cerca de R$ 70 bilhões nos próximos dois anos. Dentre elas, destaca-se uma reforma no Imposto de Renda, que prevê o aumento da faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil a partir de 2026. Além disso, medidas de corte de despesas também foram apresentadas, como a limitação do ganho real do salário mínimo.

Um dos pontos polêmicos das propostas é a taxação dos mais ricos, com a ideia de aplicar uma alíquota efetiva mínima de 10% para quem ganha mais de R$ 1 milhão por ano. Outra medida em destaque é o corte gradual do acesso ao abono salarial, que passaria a beneficiar apenas quem ganha até um salário mínimo e meio.

No entanto, algumas críticas já surgiram em relação às medidas propostas. O deputado Julio Lopes (PP-RJ) questionou se a taxação dos mais ricos compensará a isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil. Além disso, o deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO) discordou da proposta de novos ajustes para os militares, argumentando que a categoria já passou por uma reforma recente.

Diante das divergências, espera-se que o debate sobre as medidas de ajuste fiscal propostas pelo governo movimente o cenário político nos próximos dias, culminando em uma votação no Congresso até o final do ano.

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