O relator do projeto, conhecido como PL 1559/21, avalia que, embora a implementação do piso tenha um impacto financeiro que gira em torno de R$ 300 milhões anuais, esse valor é relativamente pequeno se comparado aos benefícios que a medida trará. “É um valor modesto considerando a justiça que se busca fazer com profissionais que, por anos, receberam salários inferiores a outros ocupantes de funções semelhantes”, argumentou Rocha, destacando a necessidade de equidade na remuneração dos farmacêuticos.
No que diz respeito aos recursos que poderão viabilizar essa política salarial, o deputado mencionou a possibilidade de utilizar verbas do auxilio farmacêutico, um programa já existente que, segundo ele, conta com um orçamento robusto destinado à aquisição e distribuição de medicamentos, além de subsidiar o acesso à Farmácia Popular. Essa estratégia, segundo Rocha, pode aliviar o ônus financeiro sobre as administrações municipais e estaduais.
A proposta foi recentemente discutida em uma audiência pública promovida pela Comissão de Finanças e Tributação, onde representantes de farmacêuticos e proprietários de estabelecimentos de saúde apresentaram pontos de vista divergentes sobre os impactos da proposta. O projeto já passou por apreciação em outras três comissões, mas ainda está sujeito à análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de ser finalmente encaminhado para a votação.
Com a construção desse piso salarial, espera-se não apenas equilibrar o mercado de trabalho para os farmacêuticos, mas também reconhecer a importância desses profissionais na promoção da saúde pública, em um momento em que a valorização da profissão se torna cada vez mais crucial. O desdobramento desse projeto será acompanhado atentamente, dado seu potencial impacto na vida de milhares de trabalhadores da saúde.
