CAMARA DOS DEPUTADOS – CCJ aprova projeto que amplia isenção do ITR para áreas rurais afetadas por calamidade pública antes do decreto oficial

No dia 17 de junho de 2026, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados deu um passo significativo na aprovação do Projeto de Lei 3083/12, oriundo do Senado. Esta proposta tem como principal objetivo modificar a legislação relacionada ao desconto do Imposto Territorial Rural (ITR) aplicado a propriedades rurais que enfrentam calamidades públicas, que resultam na perda de safras ou na destruição de pastagens.

Atualmente, a Lei do ITR carece de uma definição clara sobre o período que antecede a publicação do decreto de calamidade pública, o que tem gerado incertezas. A Receita Federal interpreta que o desconto só é válido a partir da data em que o decreto é publicado. Com a aprovação do projeto, esta interpretação poderá mudar, uma vez que a nova norma permitirá a aplicação do desconto retroativamente, cobrindo períodos anteriores à declaração oficial de calamidade.

O relator do projeto, deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), destacou a importância da proposta ao explicar que ela busca garantir uma melhor compreensão sobre o momento em que a calamidade é declarada, evitando assim interpretações divergentes por parte das autoridades fiscais que poderiam prejudicar o objetivo do benefício fiscal. Segundo Ayres, isso visa assegurar que os produtores rurais atingidos tenham um tratamento mais justo e equitativo em situações adversas.

Após a aprovação na CCJ, o projeto tramita em caráter conclusivo, ou seja, poderá seguir diretamente para o Senado, exceto se houver uma solicitação de votação no Plenário da Câmara, que pode ser apresentada por um grupo de 52 deputados. Caso agrade a maioria, a proposta poderá avançar rapidamente, potencialmente beneficiando um grande número de agricultores e pecuaristas que enfrentam os impactos das calamidades em suas atividades.

Com a aprovação deste projeto, espera-se não apenas a atualização da legislação, mas também um senso de proteção mais robusto para os agricultores em momentos de crise, refletindo um compromisso com a sustentabilidade e a segurança alimentar no Brasil. Essa mudança é um passo em direção a um sistema mais inclusivo e benéfico para quem labora nas áreas rurais do país.

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