De acordo com o projeto aprovado, as instituições financeiras serão obrigadas a prestar orientação individualizada aos beneficiários do programa habitacional. A ideia é substituir a lógica de ampliação de subsídios financeiros por mecanismos de transparência, informação e orientação. Dessa forma, os bancos terão que fornecer de forma clara e gratuita as condições vigentes da operação, o demonstrativo de valores em atraso e as medidas de regularização aplicáveis a cada caso específico.
Além disso, as instituições financeiras precisarão apresentar simulações que permitam aos beneficiários comparar os efeitos financeiros das alternativas disponíveis, incluindo impactos no valor das prestações, saldo devedor e prazo de amortização. Essas medidas visam garantir maior transparência e informação aos beneficiários do Minha Casa, Minha Vida.
O texto original do projeto, proposto pelo ex-deputado Walter Alves, previa o uso do Fundo Garantidor da Habitação Popular para subsidiar renegociações. No entanto, o relator optou por focar na transparência, afirmando que a medida poderia comprometer a sustentabilidade financeira do fundo.
Agora, o projeto seguirá para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo. Para se tornar lei, ainda precisará ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. A tramitação do projeto continuará nos próximos meses, e os interessados podem acompanhar o andamento no site da Câmara dos Deputados.
