Julio Lopes salientou que os furtos de energia, assim como as fraudes nos sistemas de medição, têm um impacto direto nas finanças das distribuidoras. Quando a energia utilizada não é devidamente cobrada, os custos são repassados para aqueles que pagam suas contas em dia, resultando em tarifas mais altas. Esse fenômeno pode, a longo prazo, comprometer a competitividade de diversos setores da economia, uma vez que o aumento das tarifas encarece o custo de produção e pode afetar negativamente a geração de empregos e a renda das famílias.
O deputado enfatiza a necessidade urgente de discutir esse tema em uma audiência pública, onde representantes do setor elétrico e especialistas poderão debater e propor soluções efetivas para mitigar a incidência dessas práticas ilícitas. “Esse encontro é uma oportunidade valiosa para ouvir aqueles que estão diretamente envolvidos na questão e encontrar maneiras para minimizar esses problemas”, declarou Lopes.
Vale ressaltar que a Comissão Externa, que foi instituída em fevereiro deste ano, tem como objetivo principal mapear as ações governamentais voltadas para o combate à pirataria, além de sugerir medidas legislativas e institucionais que fortaleçam essa luta. A Comissão tem procurado não apenas aumentar a conscientização sobre os danos causados pela pirataria, mas também oferecer suporte às iniciativas que visem à regulamentação mais eficaz do setor.
Com o aumento crescente das tarifas e os impactos diretos sobre a economia, é crucial que o debate sobre a pirataria energética ocorra de maneira aberta e construtiva, na busca por soluções que garantam a justiça e a equidade no consumo de energia elétrica no Brasil.
