CAMARA DOS DEPUTADOS – “Comissão da Câmara Aprova Projeto que Prioriza Pagamento por Serviços Ambientais a Comunidades Rurais e Indígenas para Combate a Incêndios”

Comissão da Câmara Abre Caminho para Pagamentos a Proprietários Rurais em Ações de Combate ao Fogo

Em uma recente deliberação, a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que efetiva pagamentos a proprietários rurais e outros beneficiários envolvidos em práticas de prevenção e combate a incêndios em suas propriedades. A proposta, que visa fortalecer a proteção ambiental e estimular a conservação, foi respaldada por uma ampla discussão sobre a importância da preservação dos ecossistemas brasileiros.

O texto prevê que agricultores familiares, comunidades indígenas, catadores e grupos em situações de vulnerabilidade social tenham prioridade no recebimento de recursos do Programa Federal de Pagamento por Serviços Ambientais, instituído pela Lei 14.119/21. Essa legislação possui o objetivo de incentivar a conservação ambiental, remunerando aqueles que, com suas ações, contribuem para a preservação das áreas naturais.

Instituído como um mecanismo financeiro, o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) orienta-se para a proteção de nascentes e bacias hidrográficas de importância vital para o abastecimento público. Neste contexto, a proposta busca garantir uma maior aplicação de recursos em áreas que enfrentam desafios como a desertificação e a perda de biodiversidade.

A relatora do projeto, deputada Camila Jara (PT-MS), enfatizou a necessidade de assegurar que os repasses estejam em conformidade com as regras fiscais atuais, garantindo que o financiamento do PSA ocorra de maneira sustentável e responsável. Segundo o texto, o Poder Executivo terá autonomia para estabelecer limites anuais para a isenção de tributos federais sobre os valores recebidos por esses serviços, uma medida que terá a validade de cinco anos a partir de 2027.

Além disso, a proposta sugere uma nova estrutura para a vinculação de receitas obtidas a partir da cobrança pelo uso dos recursos hídricos, destacando sua aplicação em ações que favoreçam tanto a conservação quanto a recuperação da qualidade e quantidade da água disponível.

Após essa aprovação na Comissão de Finanças, a proposta seguirá para análise em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que se torne lei, ainda será necessário que o projeto seja aprovado nas duas casas do Congresso Nacional, Câmara e Senado. A mobilização em torno desta legislação reflete a crescente preocupação com a sustentabilidade ambiental e o papel fundamental que os envolvidos na agricultura e conservação desempenham no futuro do Brasil.

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