CAMARA DOS DEPUTADOS – Comissão da Câmara Aprova Licença de 120 Dias para Estagiárias Gestantes, Garantindo Direitos e Estabilidade Durante a Maternidade

Em uma importante aprovação, a Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados validou o Projeto de Lei 301/25, que visa garantir direitos significativos às estagiárias gestantes. Essa legislação assegura que as estudantes em estágios possam suspender suas atividades pelo período de 120 dias, começando entre o 28º dia antes do parto e a data do nascimento da criança. A proposta busca respeitar e proteger a maternidade, oferecendo um suporte essencial neste momento tão delicado.

O projeto, originado pela ex-deputada Ely Santos, também estipula que o contrato de estágio seja estendido automaticamente, permitindo às estagiárias completar suas atividades de aprendizagem ao retornarem. Outro ponto importante do texto é a determinação de que a bolsa ou a contraprestação financeira será mantida durante este afastamento, desde que a estagiária não esteja recebendo o salário-maternidade pago pelo INSS. Além disso, a legislação confere estabilidade provisória desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto e permite a alteração das atividades da estagiária caso sua saúde exija.

A proposta ainda destaca a prioridade para que estagiárias gestantes e pais de crianças até seis anos ou com deficiência possam ocupar vagas de trabalho remoto, ampliando suas oportunidades de conciliar a vida profissional com a familiar. Em situações de aborto não criminoso, a proposta garante duas semanas de afastamento sem prejuízo da bolsa, uma medida que reflete a sensibilidade com a saúde e bem-estar das mulheres.

Durante o período de suspensão, o auxílio-transporte não será pago, o que, embora necessário, pode gerar debates sobre a adequação das condições impostas. A relatora do projeto, deputada Rogéria Santos, da bancada do Republicanos da Bahia, enfatizou a importância de resguardar os direitos maternais. “A maternidade não deve ser um obstáculo ao desenvolvimento profissional e acadêmico da estudante, garantindo que ela tenha o tempo necessário para cuidar de seu recém-nascido”, declarou a deputada.

Após essa etapa, a proposta segue para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se obtiver êxito, a iniciativa será encaminhada para análise no Senado Federal, onde poderá ganhar ainda mais suporte e, eventualmente, se tornar lei. As discussões em torno desse tema são cruciais para o fortalecimento dos direitos das mulheres no ambiente de trabalho e na educação.

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