CAMARA DOS DEPUTADOS – Comissão da Câmara aprova lei para prevenir violência em escolas, assegurando anonimato nas denúncias e capacitação de educadores para identificar abusos.

No dia 2 de junho de 2026, a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados deu um passo significativo na luta contra a violência nas escolas ao aprovar um projeto de lei que visa implementar estratégias para prevenir e enfrentar tais situações em instituições de ensino que atendem desde a educação infantil até o ensino médio. O relator da proposta, deputado Ismael, do PL de Santa Catarina, apoiou a versão do Projeto de Lei 3763/25, originalmente apresentado pelo deputado Ricardo Abrão, do PSDB do Rio de Janeiro.

O novo texto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e estabelece novas responsabilidades para as escolas. A partir de sua aprovação, as instituições de ensino deverão disponibilizar mecanismos que permitam a alunos e funcionários reportar de maneira anônima e voluntária ocorrências de violência ou violações de direitos. Essa abordagem visa garantir o sigilo das informações, proporcionando um ambiente mais seguro para a expressão de preocupações.

Além disso, a proposta determina que o governo federal, em parceria com estados e municípios, implementem um programa contínuo de capacitação para educadores e outros funcionários, a fim de equipá-los a reconhecer os sinais de abuso e violência. Serão criados também protocolos para o atendimento adequado das vítimas e procedimentos claros para a denúncia de casos às autoridades competentes.

O relator, deputado Ismael, destacou a importância de integrar essas diretrizes à LDB, de modo a respeitar a autonomia de cada estado e município, ao invés de criar programas isolados. Isso reflete uma estratégia mais ampla e efetiva para enfrentar a problemática da violência nas escolas. O projeto original, que previa o programa “Olhe por Eles”, focava na escuta ativa e na identificação precoce de abusos. Com as modificações, esses objetivos foram incorporados às normas gerais da educação nacional, promovendo uma abordagem mais estruturada.

Agora, a proposta seguirá para análise das comissões de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em um rito de tramitação que não exigirá deliberação no plenário, a menos que haja divergências substanciais. A aprovação final pelo Legislativo, tanto na Câmara quanto no Senado, será necessária para que a iniciativa se torne lei, marcando um avanço importante na proteção dos estudantes em todo o país.

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