CAMARA DOS DEPUTADOS – Comissão Aprova Projeto que Garante Prioridade nos Processos Judiciais para Idosos com Deficiência

Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa Avança com Prioridade Judicial para Idosos com Deficiência

Em uma decisão significativa, a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa recentemente aprovou um projeto de lei que concede prioridade na tramitação de processos judiciais e administrativos para idosos que possuem deficiência. O novo texto, que é um substitutivo elaborado pelo relator Daniel Agrobom, modifica o Projeto de Lei 6368/25 e estende direitos similares aos oferecidos a pessoas com mais de 80 anos.

O objetivo do projeto é equiparar os idosos com deficiência ao público acima dessa faixa etária, que já goza de preferências em atendimentos em diversas esferas. A proposta original, de autoria do deputado Amom Mandel, tinha uma ambição ainda maior ao querer incluir pessoas com doenças degenerativas e limitações severas. No entanto, essa versão inicial sugeria critérios de comprovação considerados excessivamente complexos, o que poderia tornar sua implementação contraditória à simplicidade que uma lei geral requer.

Ao simplificar a proposta, Agrobom destacou a importância de usar a terminologia “pessoa com deficiência”, que já possui definições bem estabelecidas na legislação, para evitar ambiguidades e inseguranças jurídicas durante a aplicação da lei. Ele frisou que a medida corrige uma lacuna no atual sistema, que falha em distinguir adequadamente os idosos cuja autonomia é severamente comprometida. “É razoável que se reconheça igual prioridade especial às pessoas idosas com deficiência, dadas as múltiplas vulnerabilidades que enfrentam”, afirmou o relator.

A proposta agora segue para análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania sob um caráter conclusivo, o que significa que não precisará passar pelo Plenário a não ser que haja discordância entre as comissões ou se um grupo de 52 deputados solicitar uma revisão. Para que o projeto se torne lei, ainda será necessária a aprovação na Câmara dos Deputados e, posteriormente, no Senado Federal.

Essa iniciativa representa um passo importante na busca de assegurar direitos e garantir uma vida digna para um dos grupos mais vulneráveis da sociedade, reforçando a ideia de que todos têm direito a um tratamento justo e equitativo dentro do sistema jurídico.

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