Com uma abordagem focada na saúde mental dos cuidadores, a nova legislação contempla a promoção de acompanhamento psicossocial através das redes de saúde pública e assistência social, assim como a implementação de oficinas e cursos que visam capacitar esses profissionais. Uma das inovações mais significativas previstas na proposta é a criação de um benefício fiscal que permitirá a dedução, no Imposto de Renda, de despesas relacionadas ao suporte psicológico e ao treinamento necessário para o cuidado eficiente de idosos.
Os beneficiários desta política abrangem não apenas os familiares diretos, mas também os curadores e cuidadores informais que possam demonstrar um compromisso contínuo com o cuidado de pessoas idosas. Na visão da relatora, esse reconhecimento do papel vital dos cuidadores está alinhado aos preceitos da dignidade humana e à necessidade de proteção integral para a população idosa.
O projeto transforma a proposta original em uma política pública estruturada e tem como objetivo específico oferecer suporte psicológico e treinamento adequado para aqueles que cuidam de idosos apresentando doenças neurodegenerativas ou limitações físicas e mentais. Além disso, o texto aprovado reforça que as ações de apoio devem ser executadas em colaboração com o Sistema Único de Saúde (SUS) e com o Sistema Único de Assistência Social (Suas).
As alterações introduzidas pela relatora também asseguram que a implementação do desconto no Imposto de Renda estará sujeita a uma avaliação de impacto financeiro, garantindo a conformidade com as normas orçamentárias em vigor.
As próximas fases de tramitação do projeto ocorrerão em caráter conclusivo nas comissões de Finanças e Tributação, além de Constituição, Justiça e Cidadania, e, para que se torne lei, o texto precisará ser aprovado tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado Federal. Assim, o projeto representará um avanço significativo nas políticas voltadas para a proteção e valorização dos cuidadores familiares no Brasil.
