CAMARA DOS DEPUTADOS – Comissão aprova Programa Nacional de Proteção Patrimonial para Idosos, visando combater fraudes e garantir segurança financeira a essa população vulnerável.

A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados deu um passo importante na proteção de uma das camadas mais vulneráveis da sociedade ao aprovar o Projeto de Lei 6380/25. O programa, batizado de Protege+, visa criar um sistema abrangente de proteção patrimonial para idosos, focando na prevenção e combate a fraudes financeiras e golpes digitais que têm se tornado cada vez mais comuns neste público.

Com o envelhecimento da população, a vulnerabilidade dos cidadãos com mais de 60 anos às armadilhas virtuais e aos abusos patrimoniais se intensifica. Diante desse cenário, o Protege+ é uma resposta necessária e urgente. Segundo as diretrizes do projeto, o programa busca promover a segurança econômica e financeira desta faixa etária, fortalecer a educação financeira e digital dos idosos, e garantir sua dignidade e autonomia.

Dentre as principais iniciativas previstas no Protege+, estão a criação de um sistema nacional unificado de denúncias e a formação de núcleos municipais de proteção patrimonial, que funcionarão em articulação com conselhos locais voltados para os direitos dos idosos. Além disso, será estabelecido um sistema de prevenção de fraudes que integra dados de diferentes setores, respeitando as normas da Lei Geral de Proteção de Dados.

As instituições financeiras, cooperativas de crédito, cartórios e outros serviços financeiros deverão colaborar ativamente, fornecendo informações sobre transações suspeitas e implementando alertas automáticos para atividades que possam representar riscos. As penalidades para instituições que não seguirem as novas diretrizes incluem advertências, multas e suspensão de serviços destinados ao público idoso.

É importante mencionar que o parecer, liderado pelo deputado Weliton Prado, modifica alguns aspectos do projeto original, como a definição de órgãos implementadores, mas integra o Protege+ à já existente Política Nacional do Idoso. Essa escolha, conforme afirmado por Prado, visa evitar uma fragmentação legislativa que poderia dificultar a aplicação das normas de proteção.

Agora, o projeto segue sua tramitação nas comissões de Finanças e Tributação, bem como na de Constituição e Justiça e de Cidadania, ainda carecendo de votação na Câmara e no Senado para se tornar lei. O desafio é grande, mas a iniciativa representa um avanço significativo na luta pelos direitos e pela segurança de uma população que deve ser respeitada e protegida em sua integridade e autonomia.

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