O projeto, liderado pela relatora Meire Serafim, do União-AC, destaca uma série de ações para implementar suas diretrizes. Entre elas, está o incentivo a práticas de turismo de baixo impacto, que buscam minimizar os efeitos negativos sobre o meio ambiente. Além disso, haverá um suporte à divulgação da gastronomia regional, que é uma forma de promover as tradições locais e, ao mesmo tempo, gerar renda para as comunidades. Também está na pauta o estímulo ao uso de energia renovável em instalações turísticas, alinhando-se às necessidades urgentes de sustentabilidade.
O trabalho de Meire Serafim resultou em um substitutivo que agrega conteúdo de várias propostas paralelas, consolidando um esforço conjunto para fortalecer a base do ecoturismo na Amazônia. Uma das inovações do projeto é a criação dos selos “Amazonas Ecoturismo” e “Guia Sustentável da Amazônia”, que servirão para certificar práticas responsáveis e que respeitem a cultura local, incentivando ainda mais a qualidade do serviço prestado.
Outro ponto importante da proposta é a introdução de bolsas de formação para moradores de comunidades tradicionais, permitindo que participem de cursos de qualificação em áreas como hospitalidade e primeiros socorros. Essa iniciativa promove a capacitação e garante que as comunidades locais sejam protagonistas no ativismo turístico da região.
A proposta ainda precisa passar pela análise das comissões de Finanças e Tributação, bem como de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo, antes de seguir para votação na Câmara e no Senado. Caso aprovada, o Programa Ecoturismo Amazônico não apenas irá gerar empregos e renda, mas também servirá como um modelo de desenvolvimento que respeita o patrimônio cultural e ambiental da Amazônia.
