CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara dos Deputados discute criminalização da misoginia em audiência pública no plenário 8; projeto de lei equipara prática a crime de racismo.

No dia 3 de junho, o grupo de trabalho da Câmara dos Deputados, que se dedica a discutir o Projeto de Lei 896/23, realizará uma audiência pública com foco na criminalização da misoginia. O evento está agendado para as 14 horas no plenário 8 e promete abordar questões jurídicas substanciais, incluindo aspectos do direito nacional, a constitucionalidade da proposta e experiências internacionais relacionadas ao tema.

O PL 896/23, elaborado pela senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), visa equiparar a misoginia — caracterizada como o ódio ou aversão às mulheres — ao crime de racismo. Com a aprovação da proposta, a prática passaria a ser considerada inafiançável e imprescritível, com penas que variam de dois a cinco anos de reclusão, destacando a seriedade da questão e a busca por uma legislação mais rigorosa no combate a esse tipo de crime.

Coordenado pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP), o grupo de trabalho foi oficialmente instalado no dia 5 de maio. A parlamentar reforça a importância de esclarecer o projeto para evitar mal-entendidos e interpretações errôneas. Ela argumenta que a iniciativa vai além da equiparação de injustiças; ela busca atender aos crescentes índices de violência de gênero, que culminam em delitos mais graves, como o feminicídio.

O plano de trabalho delineado pela deputada indica que um relatório final sobre o tema será apresentado até o dia 10 de junho, com a expectativa de que a votação da proposta ocorra ainda neste semestre. O debate que se seguirá, durante a audiência pública, será uma oportunidade para ouvir especialistas, representantes sociais e jurídicos, além de trazer à luz diferentes perspectivas sobre um tema que é cada vez mais relevante na sociedade contemporânea.

A discussão da misoginia sob a ótica legal é um passo importante para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, onde o respeito às mulheres é uma prioridade, e a impunidade para crimes de ódio é definitivamente afastada. A expectativa é que a audiência traga novos insumos e uma maior conscientização sobre a necessidade de políticas públicas que enfrentem a misoginia de forma efetiva.

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