De acordo com o relatório preliminar da deputada Andreia Siqueira (PSB-PA), as pessoas afetadas por esses transtornos deverão contar com adaptações significativas durante a realização de provas em ambientes escolares, concursos públicos e outros processos seletivos. Essa inclusão se traduz em medidas como concessão de tempo adicional para as avaliações, ambientes de testes com menos estímulos, além da disponibilização de leitores de texto e a utilização de recursos tecnológicos que facilitem o aprendizado.
Outros projetos também estão na pauta, como o Projeto de Lei 5538/19, de autoria do deputado Ruy Carneiro (Pode-PB), que propõe a criação do Programa Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Epilepsia. Com compromisso de atuar sob a gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), o programa busca oferecer atendimento abrangente, com vistas a melhorar tanto o diagnóstico quanto o tratamento da epilepsia, além de realizar campanhas educativas para desmistificar a condição e reduzir o estigma social que seus portadores enfrentam.
Adicionalmente, o Projeto de Lei 424/15, de Jorge Solla (PT-BA), aborda a questão dos hemoderivados. A proposta autoriza a Hemobrás a celebrar contratos de fornecimento com o SUS sem necessidade de licitação, desde que essa estatal seja a única produtora de medicamentos derivados do plasma sanguíneo. Desde sua criação em 2004, a Hemobrás tem desempenhado um papel crucial na produção de medicamentos vitais, garantindo assim o acesso a tratamentos essenciais em todo o país.
Assim, a sessão desta terça-feira pode marcar um avanço significativo para as políticas de saúde pública, especialmente no que tange à inclusão e ao tratamento de condições que afetam setores vulneráveis da população.
