CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara dos Deputados aprova projeto que protege quem denuncia riscos a crianças e adolescentes em contexto de investigações criminais.

A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados deu um importante passo ao aprovar o Projeto de Lei 2187/25, que visa proteger cidadãos que compartilhem informações sobre indivíduos investigados ou condenados por crimes contra crianças e adolescentes. A proposta surgiu em um contexto onde a segurança dos menores é cada vez mais prioritária, especialmente em situações que podem envolver risco direto ou indireto às vítimas.

O texto da proposta estabelece que aqueles que alertarem sobre possíveis ameaças não poderão ser responsabilizados criminalmente por calúnia, difamação, violação de sigilo ou abuso de direito, promovendo assim um ambiente de proteção e responsabilidade. Para que a denúncia tenha respaldo legal, três condições devem ser atendidas: deve haver uma ameaça real ou potencial à integridade de uma criança ou adolescente, a comunicação deve ser feia de forma não difamatória e deve ser baseada em evidências concretas ou fortes suspeitas.

O deputado Silvio Antonio, relator do projeto e membro do PL do Maranhão, defendeu com afinco a aprovação do texto, que foi originalmente elaborado pelo deputado Duda Ramos, do Podemos de Roraima. Segundo Silvio, a iniciativa é fundamental para garantir que cidadãos cumpram seu “dever de cuidado” e proteção, permitindo que compartilhem informações relevantes quando houver situações de perigo iminente envolvendo crianças e adolescentes.

Esse projeto reforça princípios contidos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), além de alinhar-se aos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, em especial os estabelecidos na Convenção sobre os Direitos da Criança. A ideia é que a medida não apenas atenda a uma necessidade imediata de proteção, mas também fortaleça a rede de amparo para as crianças e adolescentes vulneráveis.

Agora, o projeto segue em tramitação sob caráter conclusivo, sendo enviado à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que se torne uma lei efetiva, será necessário que seja aprovado tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado. A aprovação desta proposta é vista como um avanço significativo no campo da proteção infantil no Brasil, refletindo a crescente consciência social sobre a importância de manter as crianças seguras e protegidas contra quaisquer formas de violência ou exploração.

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