Durante seu pronunciamento, Motta lembrou o assassinato brutal de Karen Aparecida Ferreira Rosa, uma mulher de 44 anos, estrangulada dentro de seu lar em Cataguases, Minas Gerais. O crime, que ocorreu em um contexto de violência doméstica, chocou a nação, especialmente pelo fato de a filha da vítima, de apenas um ano, ter sido encontrada ao lado do corpo, ainda em estado de amamentação. A cena evocou um forte apelo emocional e serviu como um alerta sobre a gravidade da situação das mulheres no Brasil.
“Infelizmente, o Brasil chora diariamente pela perda de nossas mulheres”, lamentou Motta, enquanto pedia um minuto de silêncio em homenagem às vítimas da violência de gênero. Ele enfatizou que a Câmara não descansará até que não haja mais mulheres assassinadas por seus parceiros ou por qualquer agressor. Ressaltou ainda que a luta contra a violência de gênero não deve ser uma pauta exclusiva de partidos, mas uma questão prioritária para todo o Estado.
A deputada Jandira Feghali, relatora do projeto, também abordou o tema com profundo pesar. Ela descreveu o feminicídio, que gerou a homenagem, como uma das expressões mais terríveis da realidade enfrentada por muitas mulheres no país. “Não existe imagem mais chocante do que encontrar uma mulher assassinada ao lado de sua criança”, disse Feghali, destacando a necessidade urgente de agir contra a violência que, em suas diversas formas, ainda persiste nas comunidades brasileiras.
Dessa forma, o projeto aprovado representa uma esperança renovada na luta contra o feminicídio e a violência de gênero, reafirmando o compromisso do Legislativo com a defesa dos direitos das mulheres. A expectativa agora é que essa iniciativa seja complementada por outras ações efetivas, para que a sociedade como um todo possa se mobilizar contra essa tragédia que vem se repetindo ao longo dos anos.





