Entre as ações delineadas estão a criação de postos de acolhimento em áreas de fronteira, que visam garantir um atendimento imediato aos retornados. Estes postos não apenas farão o cadastro das pessoas que voltam, mas também proporcionarão encaminhamentos para abrigos temporários e assistência de transporte até às suas cidades de origem. Além disso, o acesso prioritário a programas sociais e linhas de crédito também estão previstos, oferecendo suporte financeiro e social essencial.
A relatora do projeto, deputada Rogéria Santos, defendeu a mudança do termo “programa” para “política”, argumentando que isso confere um caráter permanente às ações, em vez de um esforço temporário. De acordo com Santos, o retorno forçado tem um impacto significativo na sociedade, o que requer uma resposta do Estado que se traduza em uma política duradoura, capaz de amparar os repatriados de maneira eficaz.
Mudanças no texto original foram implementadas. A relatora decidiu retirar trechos que alteravam a Lei de Migração, uma vez que os direitos e garantias já estavam contemplados pela Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia.
Diversas medidas específicas foram propostas, como a criação de planos de emergência para atender a repatriações em massa, a oferta de suporte psicológico e assistencial, e a priorização de serviços para mulheres em situação de vulnerabilidade. A proposta também prevê facilitação de matrícula na rede pública de ensino para crianças e jovens, assim como um atendimento especial nos serviços de assistência social.
A política ainda será analisada por outras comissões, incluindo as de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de seguir para a votação final na Câmara e, posteriormente, no Senado, onde poderá se tornar lei. Essa é uma iniciativa essencial que busca garantir dignidade e oportunidades a cidadãos que retornam ao Brasil, refletindo um compromisso com a inclusão social e a proteção de direitos.
