CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara dos Deputados Aprova Nova Regra de Reajuste do Piso Salarial para Professores da Educação Básica Aprovada Medida Provisória 1334/26 que beneficia profissionais do magistério.

Câmara dos Deputados Aprova Nova Medida para Reajuste do Piso Salarial dos Professores

Em uma sessão movimentada, a Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória 1334/26, que estabelece novas diretrizes para o reajuste do piso salarial dos profissionais do magistério da educação básica pública, incluindo aqueles contratados por tempo determinado. A proposta agora seguirá para votação no Senado.

O governo argumenta que essa regulamentação é crucial, dada a desatualização da legislação anterior, especialmente após a Emenda Constitucional 108/20. Com a recente atualização, a lei que instituía o piso salarial dos educadores, a Lei 11.738/08, tornou-se objeto de questionamentos, tanto em âmbito legislativo quanto judicial. Esse cenário gerou a necessidade de uma nova estrutura que pudesse garantir maior segurança aos profissionais da educação.

A partir de janeiro, o novo índice de reajuste será composto pela soma da variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior — 2025, nesse caso — e de 50% da média da variação percentual da receita real do Fundeb nos cinco anos anteriores. O objetivo é assegurar que o aumento salarial reflita não apenas a inflação, mas também o crescimento da receita direcionada à educação.

De acordo com dados do Ministério da Educação (MEC), o reajuste para 2026 foi de 5,40%, resultando em um aumento do piso nacional de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63. Se a MP não tivesse sido aprovada, o reajuste teria sido de apenas 0,37%, mostrando a importância da nova legislação.

A medida provisória também estipula limites para o aumento real do piso. Caso não haja um crescimento significativo nos repasses dos entes federados ao Fundeb, o reajuste mínimo será igual à variação do INPC. Isso visa garantir que a valorização salarial dos educadores não seja comprometida em períodos de crise econômica.

O impacto orçamentário da nova regra é estimado em R$ 6,4 bilhões, caso todos os entes federativos a adotem. As receitas do Fundeb, que respondem por 70% dos salários dos professores, têm mostrado um crescimento real significativo desde 2020. A expectativa é que esse montante continue a aumentar, reforçando a valorização dos educadores.

Outro ponto relevante da nova legislação é a obrigação do MEC em divulgar, anualmente, uma memória de cálculo completa, acessível em plataforma digital, que detalha os dados utilizados para a atualização do piso. Essa transparência é vista como um avanço importante na gestão dos recursos da educação.

Os parlamentares reconheceram a importância desta aprovação para a valorização dos profissionais da educação. A relatora da matéria, senadora Professora Dorinha Seabra, ressaltou o papel fundamental que os educadores exercem na sociedade e a necessidade de garantir condições dignas de trabalho.

Com essa mudança, espera-se que a Câmara e o Senado possam trabalhar juntos para assegurar que os direitos dos educadores sejam efetivamente respeitados, como destacou o deputado Tarcísio Motta, que enfatizou a luta contínua pela valorização dos professores em todo o Brasil.

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