CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara dos Deputados Analisa Projeto de Lei que Regula Imóveis Abandonados e Sujeitos a Sanções por Insatisfação com a Limpeza e Segurança

No dia 18 de junho de 2026, o Projeto de Lei nº 231/26, que visa estabelecer normas para a manutenção de imóveis urbanos abandonados, subutilizados ou com obras paralisadas, entrou em análise na Câmara dos Deputados. O autor da proposta, o deputado Prof. Reginaldo Veras, do Partido Verde do Distrito Federal, destaca que essa iniciativa busca atender uma demanda crescente nas cidades, relacionada aos riscos à segurança pública, à saúde e à urbanidade provocados por essas estruturas desocupadas.

De acordo com a proposta, cabe ao proprietário do imóvel zelar pela limpeza da área, que inclui a remoção de lixo e entulho, o controle da vegetação e a instalação de cercas, tapumes ou muros. O objetivo é garantir que esses espaços não se tornem focos de problemas para a comunidade ao seu redor, como o aumento de perigos para a integridade física das pessoas ou ainda degradação ambiental.

O projeto prevê a aplicação de sanções para aqueles que não atenderem às determinações estabelecidas na legislação. As punições poderão variar desde advertências até multas progressivas, além da possibilidade de a limpeza ser realizada pela administração pública, com os custos sendo posteriormente cobrados do proprietário. A reincidência, o uso do imóvel para atividades ilícitas e situações em que o local representa risco à saúde pública ou à segurança da comunidade serão considerados agravantes nas penalizações.

O andamento do projeto na Câmara segue um rito de tramitação em caráter conclusivo, o que significa que ele será avaliado apenas por comissões específicas, nesse caso, as de Desenvolvimento Urbano e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que a proposta se transforme em lei, ela deverá ser aprovada tanto pela Câmara quanto pelo Senado.

A tramitação e a importância desse projeto refletem a crescente preocupação com o estado dos imóveis urbanos e seu impacto direto na qualidade de vida nas cidades, enfatizando a necessidade de um urbanismo responsável e seguro.

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