De acordo com a proposta, cabe ao proprietário do imóvel zelar pela limpeza da área, que inclui a remoção de lixo e entulho, o controle da vegetação e a instalação de cercas, tapumes ou muros. O objetivo é garantir que esses espaços não se tornem focos de problemas para a comunidade ao seu redor, como o aumento de perigos para a integridade física das pessoas ou ainda degradação ambiental.
O projeto prevê a aplicação de sanções para aqueles que não atenderem às determinações estabelecidas na legislação. As punições poderão variar desde advertências até multas progressivas, além da possibilidade de a limpeza ser realizada pela administração pública, com os custos sendo posteriormente cobrados do proprietário. A reincidência, o uso do imóvel para atividades ilícitas e situações em que o local representa risco à saúde pública ou à segurança da comunidade serão considerados agravantes nas penalizações.
O andamento do projeto na Câmara segue um rito de tramitação em caráter conclusivo, o que significa que ele será avaliado apenas por comissões específicas, nesse caso, as de Desenvolvimento Urbano e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que a proposta se transforme em lei, ela deverá ser aprovada tanto pela Câmara quanto pelo Senado.
A tramitação e a importância desse projeto refletem a crescente preocupação com o estado dos imóveis urbanos e seu impacto direto na qualidade de vida nas cidades, enfatizando a necessidade de um urbanismo responsável e seguro.
