O relator do projeto, deputado Ricardo Ayres, do Republicanos de Tocantins, manifestou apoio ao Projeto de Lei 2458/25, apresentado pela deputada Laura Carneiro do PSD do Rio de Janeiro. A proposta original contemplava apenas pais de dependentes com transtornos específicos, como autismo ou síndrome de Down. Contudo, a versão aprovada amplia o escopo para incluir quaisquer dependentes que tenham algum tipo de deficiência, permitindo que mais famílias possam se beneficiar dessa redução de jornada.
Durante a discussão, o relator destacou a importância da proposta para a proteção dos direitos de crianças e adolescentes com deficiência, enfatizando que os responsáveis legais terão garantido um tempo adicional para cuidar de seus filhos, ao mesmo tempo em que não sofrerão cortes em sua remuneração pelo trabalho externo.
Além disso, a alteração na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) garantiria que a redução da jornada de trabalho estivesse atrelada a uma avaliação biopsicossocial, que seria realizada a cada dois anos. Esse exame determinará a necessidade da redução e o seu percentual, o que poderá resultar em ajustes ao benefício conforme a situação da criança.
Entretanto, o debate em torno da proposta trouxe à tona preocupações sobre a necessidade de critérios claros para a concessão do benefício. A deputada Soraya Santos, do PL do Rio de Janeiro, levantou questionamentos sobre a possibilidade de fraudes e defendeu a adoção de critérios rigorosos para assegurar que o benefício seja utilizado de forma adequada por quem realmente precisa.
Com essa votação, a Câmara dos Deputados avança no reconhecimento dos desafios enfrentados por pais de crianças com deficiência, buscando equilibrar as necessidades familiares e as exigências do mercado de trabalho. A expectativa é que o Senado analise a proposta com a mesma seriedade, a fim de promover a inclusão e o suporte necessários a essas famílias.
