A proposta foi aprovada com base em um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Sanderson, do Partido Liberal do Rio Grande do Sul. Ele destacou que a medida busca oferecer às empresas de segurança condições mais vantajosas para a compra de materiais essenciais, promovendo assim uma maior eficiência, padronização e segurança operacional. “Permitindo que essas empresas, que estão sob a supervisão da Polícia Federal, tenham acesso a recursos de forma mais eficaz, o projeto é um passo importante para o fortalecimento do setor”, afirmou o relator.
Conforme o texto aprovado, a adesão a essas atas será restrita e em caráter excepcional, exigindo que as empresas interessadas estejam regularmente registradas e autorizadas pela Polícia Federal. Além disso, precisam demonstrar conformidade com as normas fiscais, trabalhistas e previdenciárias.
Para garantir a integridade do processo, a proposta estabelece critérios rigorosos. A quantidade de armamentos e munições a serem adquiridos deve ser proporcional ao número de profissionais da empresa, e todos os itens comprados terão que ser registrados em sistemas oficiais de controle, como o Sistema Nacional de Armas (Sinarm) e o Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (Sigma). A adesão exigirá a autorização prévia do órgão que gerencia a ata e a concordância do fornecedor original dos produtos. Importante ressaltar que essa transação não envolve repasse de recursos públicos às empresas privadas.
Além disso, o governo terá um prazo de 120 dias para regulamentar a fiscalização e determinar quais itens poderão ser adquiridos.
Após essa aprovação, a proposta seguirá para as comissões de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Com um trâmite caracterizado como conclusivo, caso receba o aval dessas comissões, poderá seguir diretamente ao Senado, evitando a necessidade de debate no Plenário da Câmara antes de sua aprovação final. Para que a proposta se torne lei, ainda é necessário passar pela aprovação tanto da Câmara quanto do Senado.
