CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara aprova projeto que obriga pais agressores a participar de programas de prevenção à violência contra crianças e adolescentes.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados recentemente aprovou o Projeto de Lei 1883/19, do deputado José Medeiros (PL-MT), que estabelece a obrigatoriedade de pais ou responsáveis que cometem atos de violência contra crianças ou adolescentes a compulsoriamente participar de programas de prevenção. A relatora da proposta, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), apresentou um parecer favorável, destacando que a iniciativa está alinhada aos preceitos constitucionais que garantem o direito das crianças à proteção integral contra diversas formas de violência.

Laura Carneiro ressaltou a importância de adicionar uma dimensão preventiva e pedagógica à resposta do Estado em casos de violência familiar. Segundo a relatora, ao obrigar os responsáveis a participar de programas de reeducação, a proposta visa interromper o ciclo vicioso de agressões e reduzir a reincidência de tais comportamentos. O projeto propõe uma abordagem abrangente, que não apenas pune, mas também busca educar os responsáveis sobre as consequências de suas ações, enfatizando a necessidade de supervisão e apoio à infância.

Com a aprovação, o texto modifica o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e estipula que, em situações onde a violência física, sexual ou psicológica, bem como negligência ou abandono, forem comprovadas, a autoridade judicial terá a opção de determinar, além do afastamento do agressor do lar, sua inclusão em programas voltados à prevenção da violência.

A proposta, que seguiu um rito de tramitação em caráter conclusivo, está agora a um passo da análise pelo Senado. No entanto, caso haja um recurso assinado por pelo menos 52 deputados, a matéria poderá ser levada a votação no Plenário da Câmara antes de seguir para o Senado. Essa nova legislação representa um avanço significativo nas políticas de proteção à infância, refletindo um compromisso mais robusto do Estado em garantir a integridade e o bem-estar de crianças e adolescentes em situações de vulnerabilidade. Com a implementação de tais programas, espera-se que se estabeleça um ambiente mais seguro e acolhedor para as futuras gerações.

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