O relator fez diversas adaptações ao texto original, que havia sido apresentado pelo deputado Daniel Agrobom, do PSD-GO. Entre as principais mudanças, a redução da porcentagem de leitos reservados de 20% para 10% e a flexibilização da exigência de formação da equipe atendente. Agora, os hospitais poderão contar com profissionais capacitados na área, ao invés de limitar o atendimento a especialistas com pós-graduação, uma decisão que busca facilitar a implementação da lei diante da realidade do mercado de trabalho no Brasil.
Geraldo Resende justificou essas alterações apontando a escassez de médicos geriatras no país e sua distribuição desigual entre as diferentes regiões. Para ele, adotar um conceito mais amplo, que considere a capacitação em geriatria e gerontologia, é a abordagem mais adequada e condizente com a dinâmica das equipes multiprofissionais que atuam nos hospitais.
O relator ainda destacou que essas mudanças representam um avanço significativo na qualidade de vida dos pacientes idosos. Com a proposta aprovada pela Comissão, as próximas etapas de tramitação ocorrerão com análise nas comissões de Finanças e Tributação, assim como de Constituição, Justiça e Cidadania. O projeto seguirá para votação na Câmara e no Senado antes de se tornar lei.
Se aprovada na etapa final e publicada, a nova legislação dará um prazo de 360 dias para que os hospitais implementem as modificações necessárias, assegurando que o atendimento ao público idoso ganhe a atenção e os cuidados apropriados que merecem. O avanço deste projeto representa um compromisso crescente com a saúde de uma população que cresce a cada dia.
