CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara aprova projeto que garante fisioterapeutas em partos pelo SUS, visando humanização e suporte às gestantes e puérperas.

A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados fez história ao aprovar um projeto de lei que visa a inclusão de fisioterapeutas nas equipes multidisciplinares dos serviços de saúde que atendem partos. Essa mudança, proposta pela relatora Laura Carneiro, tem como principal objetivo humanizar o atendimento prestado às gestantes e puérperas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

O Projeto de Lei 4631/24, originado pela deputada Iza Arruda, altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para enfatizar a assistência que vai além dos cuidados médicos. A proposta busca promover a redução da dor sem a necessidade do uso de medicamentos, além de facilitar um processo de recuperação mais ágil para as mães e recém-nascidos.

Um aspecto significativo do substitutivo é a alteração do verbo “deverão” para “poderão”, oferecendo assim uma maior flexibilidade na aplicação da norma. Esta mudança confere à regulamentação a tarefa de definir o número de fisioterapeutas e suas respectivas cargas horárias, levando em consideração o perfil de cada unidade de saúde e o volume de partos atendidos.

A relatora ainda destacou que a proposta inclui incentivos financeiros para que estados e municípios consigam contratar esses profissionais especializados e adaptar suas estruturas, especialmente as salas de parto. Esta abordagem busca respeitar o pacto federativo e introduzir mecanismos concretos que assegurem a aplicação da norma no dia-a-dia dos serviços de saúde.

Além disso, o texto prevê uma revisão nos currículos das faculdades de fisioterapia, com o intuito de preparar melhor os estudantes para as demandas específicas da área obstétrica. Esse passo é fundamental para garantir que a formação dos futuros profissionais atenda às exigências do setor.

As próximas etapas da tramitação do projeto exigem que ele seja analisado pelas comissões de Finanças e Tributação, bem como de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que se torne lei, é necessário que o texto seja aprovado tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado. A aprovação dessa proposta representa um passo importante na busca por um sistema de saúde mais humano e integrado.

Sair da versão mobile