CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara analisa projetos para combater déficit habitacional e promover moradias por autogestão no Brasil, atendendo 5,7 milhões de famílias sem casa adequada.

Em 17 de junho de 2026, um panorama preocupante foi destacado na política habitacional do Brasil. Desde seu lançamento em 2009, o programa Minha Casa, Minha Vida conseguiu construir aproximadamente 8 mil unidades habitacionais. Porém, essa conquista se vê ofuscada pelo alarmante número de 5,7 milhões de famílias que ainda enfrentam a dura realidade da falta de moradia ou residem em condições precárias. A situação requer atenção urgente e novas abordagens.

Diante desse cenário, dois projetos de lei estão sendo analisados pela Câmara dos Deputados em um esforço para mitigar esse déficit habitacional. Os projetos, que buscam promover a construção de moradias por meio da autogestão e oferecer incentivos às cooperativas habitacionais, são conhecidos como PL 20/20 e PL 4216/21. Essa iniciativa visa não apenas aumentar a oferta de casas, mas também garantir que essas unidades sejam construídas de forma acessível e de qualidade superior.

Recentemente, a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara organizou uma audiência pública para discutir essas propostas. O relator, deputado Padre João (PT-MG), destacou a importância da autogestão na construção habitacional. Segundo ele, quando uma entidade social assume a responsabilidade pela edificação das moradias, é possível proporcionar unidades que não apenas atendem ao critério de acessibilidade, mas também garante uma melhoria substancial na qualidade das construções.

“Compreendemos que o governo já reconhece o diferencial que a autogestão representa. Estamos legalizando e oferecendo segurança jurídica a uma prática que já existe, ao mesmo tempo em que buscamos aprimorar essa abordagem com recursos que podem ir além da mera construção, englobando também a construção de equipamentos essenciais para a comunidade”, afirmou o deputado.

Essas discussões na Câmara refletem um movimento em direção a soluções inovadoras no enfrentamento do déficit habitacional. A expectativa é que, por meio da legalização e do apoio a modelos de autogestão e cooperativas, um número significativo de famílias possa finalmente ter acesso a uma moradia digna e de qualidade. A profundidade da situação habitacional no Brasil continua a demandar soluções robustas e eficazes.

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