CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara Analisa Projeto que Introduz Tornozeleira Eletrônica com Identificação Visual para Agressores de Violência Doméstica, Aumentando Proteção às Vítimas.

Proposta de Tornolezeiras com Identificação Visual para Agressores de Violência Doméstica Está em Análise na Câmara dos Deputados

No dia 10 de julho de 2026, a Câmara dos Deputados iniciou a análise do Projeto de Lei 1811/26, proposto pela deputada Coronel Fernanda, do PL de Mato Grosso. A proposta inova ao permitir que a Justiça determine o uso de tornozeleiras eletrônicas com uma identificação visual padronizada para agressores em casos de violência doméstica, especialmente em situações consideradas de alto risco.

A iniciativa visa facilitar a fiscalização por parte das autoridades e aumentar a proteção de mulheres vítimas de violência. Com a identificação visual, um reconhecimento mais ágil e eficaz por parte da polícia poderá contribuir para inibir condutas violentas recorrentes. A proposta enfatiza que a padronização da identificação deve ser realizada dentro da razoabilidade e proporcionalidade, de modo a não expor o usuário a situações vexatórias ou degradantes.

O projeto também prevê que o Poder Executivo será responsável por regulamentar as especificações técnicas necessárias, definindo os níveis de visibilidade da tornozeleira e circunstâncias específicas que justifiquem a dispensa da identificação.

A nova medida será incorporada à Lei 15.383/26, que estabelece o uso de monitoração eletrônica como uma proteção autônoma para agressores, dentro do contexto da Lei Maria da Penha. A deputada Coronel Fernanda argumenta que a atual falta de uma identificação visual padronizada nas tornozeleiras limita não apenas a prevenção de novas agressões, mas também a eficácia na fiscalização das medidas protetivas.

Fernanda esclareceu que a proposta não possui caráter punitivo, mas sim de defesa, sendo aplicada com base em decisões judiciais fundamentadas. Ela reiterou que princípios constitucionais, como a dignidade da pessoa humana e a vedação a tratamento degradante, serão respeitados no processo.

Atualmente, o projeto tramita em regime de urgência e pode ser analisado diretamente pelo Plenário, sem a necessidade de passar pelas comissões da Câmara. Para que o projeto se torne lei, ainda precisa ser aprovado tanto pela Câmara quanto pelo Senado.

Sair da versão mobile