Recentemente, o Brasil lançou a Seleção Pública BRICS para Cooperação Multilateral em Inovação, destinando entre R$ 1,5 milhão e R$ 3 milhões a projetos de pesquisa desenvolvidos por empresas nacionais em parceria com instituições dos demais países do bloco. Essa iniciativa é um reflexo da ambição do BRICS em fortalecer a colaboração em ciência, tecnologia e inovação, e está alinhada às prioridades da presidência rotativa da Índia.
A cooperação no âmbito da ciência espacial é um dos destaques desse esforço. A Constelação Virtual de Satélites de Sensoriamento Remoto, demonstrando a união dos membros na área de tecnologia, possibilita o compartilhamento de dados e imagens, e é um passo importante para o monitoramento ambiental e resposta a desastres. O Brasil, por meio da Agência Espacial Brasileira e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, participa ativamente desse projeto, ampliando sua capacidade de intervenção em questões ambientais.
Além disso, a pandemia de COVID-19 catalisou a criação do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Vacinas do BRICS, que agora promove colaboração em áreas como medicina nuclear e biotecnologia, visando uma maior soberania sanitária para os países membros. Com instituições brasileiras como a Fiocruz e o Instituto Butantan integradas a esse esforço, o grupo se fortalece no enfrentamento de emergências globais.
Na arena da educação, a BRICS Network University congrega diversas instituições de ensino, promovendo intercâmbio de conhecimento e pesquisas conjuntas em áreas estratégicas como energia e sustentabilidade. Essa rede de universidades representa um esforço contínuo para preparar uma nova geração de profissionais para os desafios do futuro.
Finalmente, em tempos de transformação digital, o BRICS tem se dedicado a iniciativas que fomentam o desenvolvimento em inteligência artificial, robótica e indústria 4.0, buscando reduzir a dependência de tecnologias ocidentais. O Fórum de Jovens Cientistas também evidencia o investimento em capital humano, promovendo uma nova leva de pesquisadores e empreendedores tecnológicos entre os países do bloco.
Essas ações refletem uma visão abrangente de uma integração mais profunda entre nações que, juntas, buscam não apenas um equilíbrio econômico, mas um desenvolvimento sustentável e colaborativo em múltiplos segmentos.





